Dia de Brunch – São Paulo

Um pouco depois de voltar de viagem no final do ano passado, demos um brunch aqui em casa. O cardápio foi…

_Bolinho assado de salmão, crocante, suculento e servido com pele de salmão crocante.
_Salada de ervas, brotos e folhas de beterraba, que ganhei do moço da feira que deixa sempre as folhas quando o cliente não quer e depois dá pra quem quiser levar.
_Ricota caseira, cremosa e suave, coberta com os tomatinhos confitados e todo aquele seu azeite vermelho.
_Batatinhas cozidas no Vinho Branco, macias e levemente ácidas.
_Manteiga caseira, extra macia servida com um sal de lava que trouxe da Islândia.
_Uma tábua com figos, queijo de cabra tipo chèvre e um vidro de mel picante maravilhoso.
_Hummus, bem pedaçudo e servido com sementes de girassol e sementes de abóbora.
_Rabanete e pepino japonês em rodelas bem finas.
_Uma mistura de pães lá da Padoca do Maní.
_Para beber, Negroni Spritz, um jeito de deixar o original um pouco mais leve. Gin, campari, vermouth rosso, angostura, casca de laranja e um toque de água com gás.
_Para sobremesa, um doce inspirado em um prato que comi na Islândia, Creme de Iogurte e Chocolate Branco com Granita (raspadinha) de Frutas Vermelhas e Amêndoas. Incrível, maravilhoso, sensacional.

No final, o brunch virou festa, a festa foi longe, e organizar a casa no dia seguinte não foi fácil.

Clique nas fotos aqui embaixo para ir direto para as receitas:

Verão no Sítio – Serra Gaúcha

Entre Natal e Ano Novo passei uns dias com a minha família, na Serra Gaúcha. Durante a ceia de Natal, meu primo Vicente, um ótimo pescador, disse que iria pescar no dia seguinte. Disse pra ele que se ele prometesse pescar alguns peixes grandes faria um almoço no sítio para todo mundo.  Decidi fazer algo um pouco diferente do churrasco nosso de cada dia, usando o máximo de coisas do sítio que conseguisse. Além do Peixe na Grelha, teve Quinoa com Ervas e Sementes, Alho-Poró na Grelha e Blueberries Assados de sobremesa.

Já falei do sítio em outros momentos, como neste post aqui de uns anos atrás. Quando escrevi aquele post recém tinha terminado de ler um livro do Michael Pollan que mudou bastante meu jeito de encarar a alimentação. Coincidentemente, acabei de começar um outro livro dele, mais antigo, e um dos mais famosos dele, ‘O Dilema do Onívoro’, onde ele estuda a nossa cadeia alimentar atual, percorrendo todo o caminho que os alimentos fazem antes de chegar na nossa mesa.

O que me faz pensar mais uma vez no privilégio que é poder colher e comer algo que você sabe como foi plantado e cuidado. Como é caso da minha família com meu tio Gustavo (pai do Vicente), o engenheiro mecânico que tem o dedo mais verde que eu conheço, sempre dando um jeito de se dedicar e de cuidar da horta lá no sítio. Garantindo para família toda verduras, legumes e ervas mil, tudo orgânico, puro e cheio de sabor.

Por isso fiz este post com bastante carinho, como uma forma de agradecer toda a minha família Dal Bó por esses momentos, especialmente Vicente pelo peixe e Gustavo pela horta.

(Vá direto pras receitas aqui)

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

Para as receitas que fiz nesse dia, é só clicar nas fotos:

  

  

 

Super Colheita

No final de Janeiro, à convite do Destemperados, fui visitar a estação experimental da Isla Sementes, nos arredores de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Em comemoração aos 60 anos da empresa, eles convidaram uma turma para conhecer um pouco da sua produção e fazer a nossa própria colheita, com toda a variedade gigante de vegetais que eles produzem disponível só para a gente. Com uma cesta na mão fomos atrás de mini abóboras, abobrinhas de duas cores, beringelas redondas gigantes e uma infinidade de variedades de pimentas e tomatinhos, estes incrivelmente doces e saborosos. Levei tudo para casa e preparei algumas receitas lindas, como essa Torta de Tomatinhos com Massa de Queijo.

Depois da colheita ainda batemos um papo com a Carol Costa (Minhas Plantas / Mais Cor, Por Favor), sobre hortas, cultivo e o prazer de plantar, acompanhar e colher seu próprio alimento.

Ao final de tudo, o chef Marcelo Schambek, do restaurante Del Barbieri de Porto Alegre, preparou um menu incrível de pratos com os ingredientes lá da estação mesmo. Tudo fresco e direto da terra.

Obrigado pessoal do Destemperados pelo convite e por essa linda experiência.

            

O menu preparado pelo Chef Marcelo Schambek. Caldo de Tomates com vagem, flor de vagem e óleo de carvão.

  

Salada de Beterrabas novas, queijo de cabra, molho de iogurte, funcho e maxixe; e Olhete assado com purê de cenouras e cenouras assadas na churrasqueira.

  

Para terminar, Bolinho de Castanha do Pará, compota doce de tomate cereja (!!!) , creme com especiarias indianas e uma folha de manjericão limoncino (que tem um sabor incrível de manjericão e capim limão).

  

New York – Highline e Chelsea Market

Na metade desse ano passei um tempo visitando Nova York. Aproveitei para conhecer, visitar, comer muito e fotografar mais ainda. Nas próximas semanas vou postar aqui pouco da minha viagem, com meus lugares e comidas preferidos. Não é pra ser um guia do que fazer ou do melhor não sei o que, quero apenas compartilhar um pouco do que vivi por lá.

Começo pelo The Highline, que é um dos meus parques preferidos. A ideia, a execução, a vegetação, a utilização de um espaço público que não era utilizado. Tudo é lindo e maravilhoso em cima desse trilho. O passeio que gosto de fazer é pegar ele no início, na parte de cima, e descer ele inteiro, caminhando devagar, apreciando todas as vistas que ele tem das ruas e prédios ao redor.

Mais perto do final, desço as escadas e entro no Chelsea Market. Um grande mercado/praça de alimentação com dezenas de lojas de comidas, cafés, restaurantes e lojas que vendem uma infinidade de produtos e comidas maravilhosas.

Dentro do Chelsea Market fica o Lobster Place, uma peixaria gigante, com os melhores peixes e frutos do mar do Chelsea Market, e dizem alguns da cidade inteira. Além de todos os peixes e crustáceos frescos, eles ainda servem vários pratos quentes para comer por lá ou levar para viagem e comer no parque (que é o que fiz). A lagosta inteira no vapor é uma experiência maravilhosa! Foi lá também que comi o Shrimp Roll que inspirou essa receita aqui.

Ainda dentro do Chelsea Market, a Doughnuttery  vende mini doughnuts, fritos na hora, com uma dezena de sabores açucarados que são jogados por cima. Comi uma combinação dos clássicos Rainbow Sprinkles, com os mais inovadores Urban Monkey (canela, coco e banana).

Cozinha da Candida

Essa é a Cozinha da Candida, foodstylist. Cozinhamos juntos no apartamento dela no Copan, edifício clássico no Centro de São Paulo, no 29º andar (o penúltimo), com uma vista absurda. O menu do dia foi uma inspiração espanhola servida para amigos franceses e brasileiros: Pan con Tomate de entrada, Risoto Verde de Camarões e, de sobremesa, Mangas com Chocolate Branco, Iogurte e Pecãs Caramelizadas.

Candida é gaúcha, de Giruá, norte do estado, quase na divisa com a argentina, e é formada em nutrição. Do sul, se mudou para Londres, onde morou por dois anos e de lá foi para Barcelona, onde estudou gastronomia e trabalhou em restaurantes com estrelas Michelin até que decidiu voltar para o Brasil, trazendo com ela o Quentin. Essa experiência toda óbvio que fez dela uma cozinheira excelente, e aqui no Brasil ela segue vivendo essa paixão pela comida.

Além de trabalhar como chef e fazer produção para programas de culinária, a Candida também dá jantares na sua casa, abertos à quem se interessar, no melhor estilo restaurante secreto. Se quiser conhecer a cozinha da Candida e viver tudo isso ao vivo, segue ela lá no instagram ou no facebook e fica de olho pra quando ela divulgar o próximo cardápio. O combo é infalível: comida maravilhosa, boas bebidas, vista incrível e anfitriões sensacionais. Uma experiência gastronômica que vai muito além da comida, como todas deveriam ser.

Cozinha da Gabi

Gabi é designer, descendente de japoneses e mora nesse apartamento sensacional perto da Avenida Paulista. Conheci a Gabi quando ela morava em Berlin e eu estava visitando amigos. Além de parques e baladas alemãs, acho que o que mais fizemos juntos por lá foi comer! Desde que comecei a fazer as visitas com o blog estava louco para registrar uma comida típica japonesa na cozinha dela. O cardápio do dia, para minha felicidade, foi um dos meus preferidos: Sukiyaki! E logo depois um drink criado pela Gabi em um curso de mixologia, o seu Wanderlust Fizz.

O Sukiyaki é um cozido de carne, legumes e temperos, com um molho a base de shoyu, sake mirin e açúcar. A graça desse prato é que ele é preparado na própria mesa, em uma panela no centro, e cada um vai se servindo à medida que tudo vai ficando pronto, passando no ovo cru (!) e comendo com arroz japonês.

Já tinha ido algumas vezes a restaurantes de sukiyaki aqui em São Paulo, e sempre foram experiências incríveis. A comida vem exatamente como a Gabi preparou, todos os ingredientes separados em pratinhos, e você mesmo cozinha em uma panela montada no centro da mesa. O preparo em si é extremamente fácil, apenas requer os ingredientes certos (que você encontra em qualquer mercado japonês) e uma panela elétrica (que é um pouco mais complicado, mas você pode fazer tranquilamente no fogão e ir servindo aos poucos).

Sempre gostei de comer usando hashis, e sou realmente apaixonado pela culinária japonesa, mas sempre achei que recriar um prato japonês em casa fosse algo muito distante. Não me atrevo a tentar fazer sushi, e os tonkatsus (milanesas) também sempre parecem que não vão ficar perfeitos. Por isso fiquei extremamente animado em poder aprender a fazer meu próprio sukiyaki, e não vejo a hora de fazer de novo.

Obrigado Lucy, Leo e Yvens pela companhia também!

Dia de Sítio

Passei a semana da Páscoa com a minha família, lá no interior do Rio Grande do Sul, na Serra Gaúcha. E alguns desses dias passei no sítio da nossa família. Registrei um dia típico de lá, quando toda a família está reunida, avó, tios e primos. Colhendo kiwis, tomatinhos, vagens, abóboras, alface, rúcula, pimentas e alecrim. E no final do dia a família inteira se reuniu para dar uma geral na horta do meu tio. A recompensa foi uma fornada de pão no forno a lenha que ele faz tão bem. Nada mais gratificante.

Sempre tive o privilégio de viver uma vida meio urbana meio rural quando morava no sul, com um contato muito próximo com a terra. Depois de mudar para São Paulo, cada vez que vou pra lá, passar um tempo no sítio é quase necessário.

Recentemente li um livro do jornalista Michael Pollan chamado Em Defesa da Comida, onde ele faz um manifesto em defesa da comida de verdade. Com dicas muito claras como “Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida” ou “Evite comidas contendo ingredientes cujo nome você não possa pronunciar”  e ainda “Não coma nada que não possa um dia apodrecer”. Indico esse livro pra todo mundo!

Nesse último ano, desde que comecei o blog, isso tudo faz cada vez mais sentido pra mim. A diferença da relação que você passa a ter com a comida e com o ato de preparar seu próprio alimento é incrível e sempre gratificante. Se você não tem o privilégio de poder viver a vida do campo de vez em quando, pelo menos tente se relacionar mais de perto com os ingredientes e com a comida que você consome. Vale a pena 🙂

  

  

  

  

  

  

  

  

Cozinha da Mari

Esse mês passei uns dias no Rio de Janeiro, e aproveitei para finalmente conhecer a cozinha da minha amiga Mariane. Lá no seu apê com sua cozinha aberta amarela, um quadro negro ilustrado por amigos e uma varanda com vista para uma montanha, ela preparou um almoço pra mim e pra algumas amigas suas. O cardápio: Filet Mignon ao Molho de Vinho do Porto e Risoto de Figos.

A Mari é uma mega planejadora, uma grande cozinheira e também faz parte da Gastromotiva. Uma ONG sensacional que dá aulas de gastronomia gratuítas para jovens. Quem não conhece, vale a pena. Eu sou um voluntário com orgulho!

Além de tudo isso, ela também já teve seus dias de blogueira de cozinha, com o seu Faux Gastro, e também dava aula para os amigos. O cardápio que ela preparou nesse dia é uma de suas especialidades e também fazia parte de uma de suas aulas, que ela chamava de Menu Carlota, porque ambos pratos foram inspirados no restaurante aqui de SP. E ambos ficaram sensacionais!

Gui Poulain na Cozinha Dal Bó

Esse é o Gui Poulain, mineiro, cozinheiro e blogueiro. O Gui é o criador do Moldando Afeto, um blog que eu gosto muito e sempre me inspirou também. Aproveitei que ele estava na cidade e convidei para preparar um almoço para nossos amigos aqui na minha cozinha. A receita que ele escolheu foi uma especialidade sua: Almôndegas Gregas. Uma das melhores almôndegas que eu já comi na vida!

O Gui, além de ser designer e um ilustrador genial, estudou gastronomia em Buenos Aires e depois se mandou para Paris, onde estudou Patisserie. Seus doces e bolos são dignos de uma patisserie française mesmo! E o seu bolg é essa mistura espetacular de receitas ótimas com ilustrações maravilhosas.

Além do Fettuccine com Almôndegas, rolou um drink incrível por conta da Cynthia. Vodka, água tônica, suco de limão, gengibre e mel. Perfeito para fazer de jarra e tomar no verão!

Cozinha do Apartamento 61

Essa é a Cozinha do Apartamento 61, onde moram a Vivi e o André, e os coelhos Carlitos e Alfredo. Num almoço de verão, ao meio de jarras de sangria e muito papo, eles serviram pra mim, e pra Carol e Jotta da FLO, duas receitas tradicionais que fazem parte do repertório do apartamento: Queijo Coalho Assado com Uvas e Melado e Risoto de Camarão, Gengibre, Laranja e Alho Poró.

Pra quem não conhece, o Apartamento 61, nome que vem do apartamento que eles moram, é uma loja muito especial de móveis e objetos antigos. A ideia para tudo isso veio exatamente quando eles estavam decorando o apartamento e viram a dificuldade que era encontrar móveis antigos legais, com design autoral, qualidade e preço justo. Além de ser tudo lindo, eles tem uma filosofia bem legal sobre como fazer um comércio mais bacana, transparente, justo e, acima de tudo, mais humano. Vale a pena conferir o que eles falam aqui. Inspiração que deve ser seguida!

O apartamento em si, como é de se imaginar, é um espetáculo à parte. Para qualquer canto que se olhe é um detalhe e uma surpresa. Seja um móvel anos 60 uma planta pendurada, uma cabeça de boneca cheia de suculetas, um quadro antigo, um vinil, um coelho, dois coelhos.

A cozinha segue a mesma linha, objetos incríveis (como o porta-pão vermelho) sob móveis mais incríveis ainda (o balcão azul tuquesa ou a caixa de ginger ale). E foi lá que eles cozinharam os dois pratos para a gente. De entrada o Queijo Coalho e de prato principal o Risoto de Camarão, Gengibre, Laranja e Alho Poró. Receita que eles fazem uma vez por ano no dia dos namorados. Há cinco anos é a tradição do casal. Mas nesse dia eles abriram uma excessão e fizeram pra mim : )

O acompanhamento foi uma salada de abobrinha crua com limão siciliano e manjericão. E de sobremesa uma torta de batata doce, banana, farinha de amêndoa e frutas secas. Incrível, gostosa e sem glúten. Pedi a receita, uma hora ela aparece por aqui, com certeza.

Sair da versão mobile